Comerciantes do antigo Hotel Palace foram notificados da decisão judicial nesta quinta, 17
Comerciantes do antigo Hotel Palace foram notificados da decisão judicial nesta quinta, 17
No fim da manhã desta quinta-feira, 17 de maio, os comerciantes do antigo Hotel Palace, no Centro de Aracaju, foram notificados da decisão judicial que determina a interdição total do prédio até o próximo dia 27 de maio. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado de Sergipe entregaram a notificação e avisaram sobre o prazo para deixar o prédio.
Os ambulantes pretendem derrubar a liminar e continuar trabalhando no Palace. O presidente da Associação dos camelôs e feirantes de Aracaju, conhecido como André Camelô, acredita que conseguirá reverter a situação. “Nós estamos mobilizados para não precisar sair daqui. Acreditamos que uma reforma completa e bem feita é suficiente para resolver a situação, e isso pode ser feito sem precisar nos tirar daqui. Nós até estamos dispostos a arcar com as despesas da reforma, inclusive iremos fazer uma vistoria particular”, explicou.
O sargento do Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe entrega a notificação para uma das comerciantes do Palace.
O sargento Alex do Corpo de Bombeiros não soube dizer o prazo médio que os comerciantes ficarão fora do prédio. “Hoje só viemos trazer a notificação de saída antes do dia 27, quando o prédio será totalmente interditado. Não sabemos quando as obras serão iniciadas e quanto tempo isso irá durar”, disse.
A comerciante, Tainá Tany, foi uma das notificadas, apesar da sua mãe ser a proprietária da loja de bolsas. “Minha mãe trabalha aqui há 20 anos e agora teremos que sair. Não sabemos para onde vamos, e eles também não deram nenhuma solução”, disse.
Em entrevista com os comerciantes do prédio, a equipe de reportagem do Portal SE Notícias apurou que todos pagam um taxa à Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur), que chega a R$1 mil, além da taxa de condomínio que varia de acordo com o tamanho e localização da sala. O Síndico do antigo Hotel Palace não foi encontrado durante essa reportagem.
O local abriga 88 vendedores ambulantes e 142 lojas, o que gera renda para cerca de 1000 pessoas. O prédio foi inaugurado em 1962 e já está parcialmente interditado. Ele pertence ao Governo do Estado, União e particulares, que precisam fazer uma reforma e revitalização para corrigindo as rachaduras no concreto e nas vigas de madeira apodrecidas.
Por Sheila Dias
