Ação no HU promove diagnóstico precoce da hanseníase

Ação no HU promove diagnóstico precoce da hanseníase


Cerca de cem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) nesta quinta, 25, para a Campanha de Combate à Hanseníase, iniciativa que consistiu em uma manhã de palestras e atendimentos para diagnóstico da doença. A ação é parte do Janeiro Roxo, campanha organizada pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Hansenologia.



A feirante Roselaine Martins foi uma das primeiras a chegar. Ela, que já teve um caso na família, ficou preocupada com a irmã, que apresentou sinais da doença. “Como uma pessoa da minha família já teve, a gente sempre tem que ficar atenta. Fiquei sabendo das palestras no Hospital Universitário e me organizei para comparecer”, afirmou.



À frente da ação, as dermatologistas Ana Luíza Furtado e Martha Débora Lira esclareceram dúvidas e reforçaram a importância de observar os sinais de manifestação da hanseníase. Ana Luíza explicou que o tratamento é gratuito, fornecido pelo SUS e é fundamental para o controle da doença.



Conscientização

“Essa campanha é informativa, o que queremos primeiramente é educar a população sobre o que significa a hanseníase e quais os seus sinais de alerta, como presença de manchas no corpo, esbranquiçadas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade nessas lesões. Bolinhas ou carocinhos pelo corpo, perda de pelos, sensação de olho ressecado e nariz entupido também devem chamar a atenção da pessoa”, enumerou.



Já a dermatologista Martha Débora Lira destacou que a hanseníase é um problema de saúde pública no Brasil. “A gente precisa falar sobre a doença, esclarecer o que é, porque quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, melhor para ele, que provavelmente não terá complicações como deformidades, incapacidades físicas. A população precisa ficar atenta à possibilidade desse diagnóstico, porque qualquer pessoa pode ter a doença”, alertou.