Palma é tema do Circuito Agropecuário Pecuária de Leite
A reserva de alimento – palma – será tema do Circuito Agropecuário Pecuária de Leite, que acontece no dia 17 de março, às 9h, no espaço de eventos Boteco do Sertão, rodovia Engenheiro Jorge Neto,
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe – Faese, Ivan Sobral, o evento será gratuito e faz parte do programa Sertão Empreendedor: Um novo tempo para o semiárido, desenvolvido em parceria com o Sebrae. “O programa visa promover a competitividade e sustentabilidade dos empreendimentos rurais no semiárido através do fomento à inovação, ao empreendedorismo e a difusão das tecnologias sociais, de produção, gestão e boas práticas de convivência”.
Com base nesse objetivo é que foi desenvolvido o tema do Circuito. “A temática deste evento é a palma, pois não se convive na região do semiárido sem essa opção para alimentar o rebanho leiteiro. O agricultor leiteiro pode ter a silagem, o feno ou outra alternativa, mas não vive sem a palma. Este evento foi pensado com este tema, pois, estamos às vésperas da época do plantio”, explica o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Sergipe, Denio Leite.
Produção
Em Sergipe ainda existem muitos agricultores que produzem a palma no sistema convencional – com espaçamento maior entre uma palma e outra, plantio e corte feito manualmente, porém, novas tecnologias já surgiram. “Sistema de produção: uma análise sobre os custos de produção é tema de uma das palestras. O palestrante Sidnei Bezerra Lima irá apresentar custos dos plantios convencional, intermediário e o mais moderno, que é o de adensando em fileira dupla (duas linhas), que pode produzir até 400 toneladas de massa verde por hectare”, detalha a coordenadora do programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Sergipe, Luana Aragão.
Um dos palestrantes, o zootecnista e diretor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Airon Aparecido Silva de Carvalho conta que a palma forrageira é uma planta que se adapta facilmente a vários climas, inclusive no semiárido, já que ela não precisa de muita umidade para produzir. “A cactácea tem se tornado a melhor alternativa de alimentação para o gado leiteiro em regiões de extrema seca. Além de ser constituída por 90% de água, ela fornece 70% de energia para o animal”.
Programação
9h – Apresentação do Programa Sertão Empreendedor, superintendente, Denio Leite;
9h30 – Manejo da Palma – pesquisador do Instituto Agronômico de Pernambuco, Djalma Cordeiro dos Santos;
10h30 – Sistema de produção: uma análise sobre os custos de produção – consultor do programa Balde Cheio/Alagoas, Sidnei Bezerra Lima;
11h30 – Utilização da Palma Forrageira em diferentes dietas, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Airon Aparecido Silva de Carvalho.
Nossa Senhora da Glória, distante 118 quilômetros da capital sergipana.