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Ministro diz que mandará em DEZEMBRO para Aracaju: Força Nacional, delegados, escrivães e agentes especializados em investigação de homicídios


12/11/2016 13:13


Porto Alegre, Natal e Aracaju serão as primeiras capitais a receber, em dezembro, o efetivo da Força Nacional que atuará especificamente na investigação e na prevenção de casos de homicídio. As três cidades serão o piloto do Plano Nacional de Segurança, em elaboração pelo Ministério da Justiça, que deverá ser estendido para todas as capitais até o fim de março do ano que vem. O projeto, cuja implementação vinha sendo cobrada por especialistas havia mais de um ano, deverá ser apresentado, no entanto, sem uma meta nacional para redução dos crimes e deverá ter diferentes porcentuais locais, ainda a serem estabelecidos pela pasta.

As primeiras informações sobre a elaboração do plano foram divulgadas nesta sexta-feira, 11, pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante encontro do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, em São Paulo, onde ouviu propostas dos delegados-gerais dos Estados. Para coordenar as atividades nas federações, Moraes disse planejar ainda a criação de um Departamento de Polícia Judiciária, subordinado à Secretaria Nacional de Segurança (Senasp).

Alagoas e Rio Grande do Norte são, respectivamente, o segundo e o terceiro Estados com as maiores taxa de homicídio por 100 mil habitantes: 50,8 e 48,6. A capital potiguar concentrou uma série de ataques de facções criminosas entre julho e agosto. “Vamos começar por Porto Alegre e Natal porque já estamos lá há alguns meses e estamos adiantados com o trabalho de inteligência. E Aracaju foi a capital com o maior número de homicídios”, disse Moraes.

As três capitais deverão receber delegados, escrivães e agentes especializados em investigação de homicídios para atuar ao lado de equipes das polícias estaduais, segundo o ministro. Para formar o efetivo, a pasta deve lançar na semana que vem o primeiro edital para até 7 mil policiais da reserva interessados na atividade. “Uma das grandes dificuldades dos Estados é em relação a homicídios, até com perícias e a falta de equipamentos. Com essas equipes, pretendemos aumentar a resolução dos crimes. Quando você soluciona tem o efeito de diminuição nos registros”, afirmou o ministro.

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