O presidente do Sindicato dos Garis e Margaridas informou na manhã desta quinta-feira (10) que está mantida a suspensão parcial da limpeza em Aracaju, mas pela manhã os 50% dos funcionários que estavam a disposição da Cavo não foram liberados para fazer a limpeza na cidade.
“O que passaram pra gente é que a prefeitura não pagou e então não iriam colocar o pessoal para trabalhar. Metade já estava pronta para fazer a limpeza, dentro do nosso planejamento de suspensão parcial”, disse o presidente do sindicato, Anderson Viana.
Liberados, muitos garis e margaridas permaneceram em frente a empresa Cavo, localizada no Bairro Capucho, Zona Oeste de Aracaju (SE). “Não é justo trabalhar e não receber. Logo os garis que suam tanto, que são os heróis invisíveis limpando a cidade. Agora, fica um jogando para o outro e quem paga a conta é o trabalhador. Peço a população que entenda nossa luta”, desabafou.
A suspensão parcial iniciou na quarta-feira (9), por não haver previsão para o pagamento dos salários, do recebimento do benefício do auxílio alimentação, além das demissões da categoria que chegam a 300, desde setembro.
A Cavo informou que mantém a informação divulgada na nota emitida quarta-feira (9) e continua esperando receber da PMA uma parcela da dívida, como ficou acordado na semana passada no Ministério Público Estadual. “Mesmo com um montante superior a R$ 20 milhões para receber, até hoje a Cavo conseguiu manter um alto padrão de qualidade na prestação de serviços à cidade. A empresa não tem mais condições de arcar com recursos próprios com a limpeza pública e aguarda o cumprimento do cronograma de pagamentos por parte da administração municipal”, diz a nota.
A reportagem do G1 entrou em contato com a prefeitura de Aracaju, mas ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.
Fonte: G1 de Sergipe