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Engenheiro do prédio que desabou tem registro profissional cassado

Estrutura de quatro andares desabou em julho de 2014 em Aracaju. Quatro pessoas de família ficaram 34 horas sob escombros; bebê morreu.


21/10/2016 15:56

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea) divulgou nesta sexta-feira (21) o resultado do processo instaurado para apurar as responsabilidades pelo desabamento de um prédio em construção no Bairro Coroa do Meio em Aracaju. O engenheiro responsável pela obra teve o registro profissional cassad, essa é a primeira vez que um registro profissional de engenheiro é cassado no estado. O acidente aconteceu em julho de 2014 e vitimou um bebê de 11 meses.

De acordo com informações do Crea, o engenheiro assinou o início da obra, mas não deu baixa no conselho para encerrar a responsabilidade dele pela estrutura. Isso significa que oficialmente ele era o responsável técnico pelo serviço no dia do desabamento.

O caso foi investigado administrativamente pela Câmara Especializada de Engenharia, Conselho Ético e pelo Conselho Federal de Engenharia, em todos eles o profissional pode recorrer das acusações, mas não o fez.

O prédio estava em fase final de construção. O acidente deixou uma família de quatro pessoas soterrada embaixo de toneladas de escombros. O bebê não resistiu e morreu logo após ser resgatado pelo corpo de bombeiros.

Entenda o caso
O prédio que desabou em Aracaju na madrugada do dia 19 de julho de 2014 e deixou o servente de pedreiro, Josevaldo da  Silva, 24, sua mulher, Vanice de Jesus, de 31 anos, a enteada do pedreiro Ane Gabriele de Jesus, de 8 anos e o filho do casal de 11 meses, Ítalo Miguel, soterrados por mais de 34 horas .

Após um trabalho intenso de equipes do Corpo dos Bombeiros, Defesa Civil, Força Nacional e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a família foi resgatada com vida, mas o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu a caminho do hospital.

Segundo o coronel Reginaldo Dórea, comandante do Corpo de Bombeiros um dos destaques da operação foi a utilização de cães farejadores. “Isso foi determinante, eles nos deram a localização exata do ponto onde as vítimas estavam”, destacou.

 

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