O suspeito de matar o jogador Daniel Freitas, Edison Brittes Júnior, usou um celular que pertence a um homem assassinado em 2016 para ligar para a família do jogador e dar os pêsames, segundo o promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Milton Sales.
De acordo com o promotor, o dono do celular usado por Edison foi morto em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, mesma cidade onde Daniel foi assassinado.
Sales afirmou ainda que o Ministério Público vai pedir investigação sobre uma moto que Edison Brittes e a esposa, Cristiana Brittes, usavam e que, segundo o MP, pertence a um traficante. A moto foi apreendida pela polícia na casa da família.
Ainda conforme o promotor, Edison Brittes deve ser investigado por receptação e por porte ilegal de arma de fogo.
A defesa de Edison Brittes disse que não irá se manifestar sobre fatos que não digam respeito a investigação da morte do jogador.
Investigação
Edison Brittes Júnior, a esposa e a filha dele, Cristiana e Allana Brittes, além de outros três suspeitos de terem participado do crime, estão presos. Cinco dos seis suspeitos prestaram depoimento à Polícia Civil sobre o caso.
O delegado Amadeu Trevisan também ouviu testemunhas que estavam na casa na data do crime e familiares do jogador Daniel.
Segundo a polícia, a família Brittes e os três outros suspeitos devem ser indiciados por homicídio qualificado.
Morte do jogador
O corpo de Daniel foi encontrado em uma área rural de São José dos Pinhais. O crime aconteceu depois de uma festa em comemoração ao aniversário de Allana Brittes.
A festa, de acordo com a polícia, começou em uma casa noturna em Curitiba, na noite de sexta-feira (26), e terminou na manhã de sábado (27), na casa da família da aniversariante.
Edison Brittes Júnior disse que matou o jogador por ter tentado estuprar a esposa dele, que estava deitada na cama do casal. Após depoimentos, a polícia afirmou que não houve tentativa de estupro.
Fonte: G1/SP