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Passa de 1.200 o número de mortos na Indonésia após terremoto e tsunami devastadores

O número total de mortos, no entanto, não é definitivo e pode crescer à medida em que os socorristas têm acesso às zonas mais remotas.


02/10/2018 05:29

 

O número de mortos na indonésia, após o potente terremoto de magnitude 7,5 e um tsunami devastarem o país na sexta-feira (28), subiu para 1.234, anunciaram autoridades nesta terça (2).

O número total de mortos, no entanto, não é definitivo e pode crescer à medida em que os socorristas têm acesso às zonas mais remotas, como o distrito de Sigi Biromaru, a sudeste de Palu.

A catástrofe ainda deixou 59.000 deslocados.

O número de feridos foi a 799, centenas em estado grave.

A maior parte das vítimas foi registrada em Palu, cidade de 350.000 habitantes na costa oeste da ilha de Sulawesi, segundo a Agência de Gestão de Desastres.

O presidente indonésio Joko Widodo autorizou a ajuda internacional de urgência, e as autoridades declararam estado de emergência de 14 dias.

O Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU calcula que 191 mil pessoas precisam de ajuda urgente, incluindo 46 mil crianças e 14 mil idosos.

 

Ajuda internacional

 

Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas, e os aeroportos, muito danificados.

A ONG Oxfam prevê o envio de ajuda a, potencialmente, 100.000 pessoas, com destaque para alimentos instantâneos, equipamentos de purificação de água e barracas, anunciou Ancilla Bere, diretora da organização na Indonésia.

 

34 estudantes encontrados mortos

 

Socorristas indonésios descobriram os corpos de 34 estudantes de Teologia em uma igreja na ilha de Sulawesi, soterrada por um deslizamento de terra, anunciou nesta terça uma porta-voz da Cruz Vermelha local.

"A equipe (de socorristas) encontrou 34 corpos no total", disse Aulia Arriani.

Segundo Ariani, o local é de difícil acesso. "O problema mais sério é andar a pé na lama durante hora e meia transportando os corpos".

 

Enterros em massa

 

 
Soldados enterram vítimas em uma vala comum na Indonésia — Foto: Jewel Samad / AFPSoldados enterram vítimas em uma vala comum na Indonésia — Foto: Jewel Samad / AFP

Soldados enterram vítimas em uma vala comum na Indonésia — Foto: Jewel Samad / AFP

Em Poboya, na colinas que cercam Palu, voluntários começaram a enterrar as vítimas em uma gigantesca fossa comum, com capacidade para 1.300 corpos.

Três caminhões lotados de cadáveres chegaram ao local. Os corpos foram colocados na fossa, um por um, e cobertos com terra.

Em um primeiro momento, as autoridades reuniram os corpos em necrotérios improvisados para poder identificá-los. Diante do risco sanitário, decidiram organizar enterros em massa.

Em Balaroa, bairro da periferia de Palu com uma zona residencial, os danos foram catastróficos. A área se transformou em um terreno baldio coberto por árvores derrubadas, blocos de cimento, pedaços de telhados e móveis destruídos.

Em um cenário de devastação, as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes e retirá-los dos escombros.

Muitos moradores procuram os parentes desaparecidos nos hospitais, ou necrotérios improvisados.

 
Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP

Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP

 

Anel de Fogo do Pacífico

 

A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas, fica no Anel de Fogo do Pacífico e é um dos países do mundo mais propensos a sofrer desastres naturais.

Dois terremotos - de magnitudes 5,9 e 6 - abalaram na manhã desta terça a região da ilha indonésia de Sumba, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O epicentro do primeiro tremor, a 10 km de profundidade, foi situado a 40 km de Sumba, ilha de 750 mil habitantes. O segundo abalo ocorreu 15 minutos depois, na mesma zona, com epicentro a 30 km de profundidade.

O terremoto de sexta no país, de magitude 7,5, foi mais potente do que os tremores que deixaram mais de 500 mortos e 1.500 feridos na ilha indonésia de Lombok em agosto passado.

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