O governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB), anunciou nesta quarta-feira (29) um aumento médio de 12,5% para os benefícios do programa Bolsa Família. A alta vale a partir de julho. Os benefícios começam a ser pagos no dia 18.
"Estamos propondo, e o presidente Temer bancou, um aumento médio de 12,5% na média do que é repassado a cada família. É um reajuste acima da inflação, mas também que é possível dentro da estrutura orçamentária que temos", afirmou o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.
O percentual do aumento é superior ao prometido pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no Dia do Trabalho, em maio. Ela prometeu conceder um reajuste médio de 9%. O percentual não foi incluído, entretanto, no pagamento de junho.
"Esse programa não tinha reajuste há dois anos. Com isso, o poder de compra das famílias caiu. O governo anterior, que não fez essa correção nesses dois anos, prometeu um aumento de 9%, mas não concretizou. O decreto da presidente dizia que era para fazer um estudo. Portanto, ficamos sem reajuste até agora. O presidente Michel Temer determinou que avançássemos nessa direção", declarou o ministro. Dilma foi afastada do governo onze dias depois de prometer o aumento.
O aumento é possível porque o governo Temer conseguiu aprovar no Congresso a revisão da meta fiscal, que prevê um rombo de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas em 2016. A meta anterior, estipulada pelo governo Dilma, determinava que o governo fecharia o ano com um superavit de R$ 24 bilhões.
Dilma defende a manutenção do Bolsa Família e vinha dizendo que Temer pretendia fazer cortes no programa. O peemedebista tem procurado sinalizar que não acabará com os programas sociais criados nos governos do PT. "Programas que deram certo têm que continuar", declarou Temer.
Do UOL, em São Paulo