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Arcada dentária achada em escombros é de homem que caiu de prédio que desabou em SP

Arcada dentária achada em escombros é de homem que caiu de prédio que desabou em SP


08/05/2018 03:02
Parte do corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro foi retirado dos escombros do Wilton Paes de Almeida: Parte do corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro foi retirado dos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida© Amanda Perobelli/Estadão Parte do corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro foi retirado dos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida

SÃO PAULO - A arcada dentária e o tecido humano encontrados sob os escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após um incêndio no centro de São Paulo, pertencia a Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro. A informação foi divulgada no início da tarde desta segunda-feira, 7, pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho. Pinheiro era o rapaz que estava pendurado por uma corda e sendo resgatado no momento do desabamento, parte do seu corpo foi encontrado na sexta-feira.

"Os bombeiros localizaram ontem (domingo) um pouco de tecido humano e uma parte de uma arcada dentária. Obtive confirmação da Polícia técnico científica de que tanto o tecido quanto a arcada são da vítima Ricardo, que já foi identificado", disse.

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Barbosa Filho disse ainda que o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vai investigar possíveis casos de extorsão aos moradores desabrigados. Segundo relatos, o Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM) cobrava uma taxa para residentes da ocupação.

Resgates. Segundo o secretário, a previsão de conclusão dos trabalhos de resgate de vítimas e remoção dos escombros muda dependendo das dificuldades que os bombeiros encontram nas buscas. Na manhã desta segunda-feira, o capitão dos bombeiros Marcos Palumbo deu o prazo de cinco dias para encerrar os trabalhos.

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"Já tínhamos estabelecido prazo de 10 dias, 13 (dias), passou para 15... O prazo é o prazo que tiver que ser feito, com prudência e com cautela para tentar encontrar ainda alguma pessoa viva ou mesmo para conseguir localizar restos mortais", afirmou Barbosa Filho.

O secretário afirmou que, seis dias após o colapso do prédio, na terça-feira, 1º, a polícia continua colhendo depoimentos no 3° Distrito Policial (Campos Elíseos)

 
Juliana Diógenes

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