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Cães usados na busca em prédio de SP que desabou não encontram vítimas

Cães usados na busca em prédio de SP que desabou não encontram vítimas


03/05/2018 01:28

Os cães farejadores utilizados pelas equipes do Corpo de Bombeiros nas buscas de sobreviventes no prédio que desabou nessa terça (1º) no centro de São Paulo, não detectaram, até a fim da tarde de hoje (2), nenhum sinal de pessoas sob a montanha de escombros que restou do edifício. Segundo os bombeiros, a reação dos cães indica que as buscas precisarão ser aprofundadas com o uso de máquinas pesadas.

“Dois cães estão atuando no momento, esses cães não indicaram nenhum indício de que havia alguma pessoa. Isso é indício de que a gente precisa avançar na escavação. Se o cão não solicitou o seu condutor para nenhum tipo de indício, isso quer dizer que a gente vai ter de escavar um pouco mais. E essa escavação vai demandar as retroescavadeiras”, disse o capitão da corporação Marcos Palumbo.

Até o momento, os bombeiros estão considerando que existam quatro vítimas sob os escombros, dois adultos e duas crianças. Em razão da maior possibilidade de sobrevivência das vítimas nas primeiras 48 horas depois do colapso do edifício, a ação das equipes deverá continuar até a próxima madrugada desta quinta-feira (3) de forma manual, sem o uso de maquinário pesado.

Os quatro são Ricardo (conhecido como Tatuagem pelos desenhos que carregava no corpo), Selma Almeida da Silva, 38, e dois filhos gêmeos, Wendel e Werner, de 9 anos.
Ricardo desapareceu no desabamento do prédio durante tentativa de resgate. A corda que serviria para içá-lo foi encontrada sob os escombros.

Já Selma e os meninos foram incluídos na lista de desaparecidos depois que o vendedor Antonio Ribeiro Francisco, 42, registrou o desaparecimento de sua ex-mulher e dos dois filhos dela. Os irmãos estudam na Escola Estadual Marechal Deodoro, no Bom Retiro, região central, mas não foram à escola nesta quarta-feira. Professores disseram que os meninos eram assíduos e sempre chegavam antes à sala de aula. Por isso todos estranharam a ausência deles. Porém ainda esperam por notícias.

Antonio costumava falar com Selma todos os dias por telefone ou por mensagem. O último telefonema foi na segunda-feira, por volta das 21h, horas antes do incêndio. Depois disso, não conseguiu mais falar com ela. "Quando acordei e ouvi a notícia pelo rádio, liguei pra ela. Mas só dá caixa postal ou fica mudo. Tenho certeza que a Selma estava no prédio porque ela disse que ia dormir", afirmou.

O vendedor disse ainda que falou com familiares de Selma na Bahia e com colegas que trabalhavam com ela na coleta de material reciclado. Segundo ele, ninguém teve notícias dela desde o dia do desaba

Segundo Palumbo, há maior probabilidade da localização de vítimas nos andares mais baixos, e também nos subsolos, que eram usados como moradia. “No subsolo há vigas, há pilares com maior capacidade de sobrecarga. Quem sabe se a gente conseguir chegar nas partes inferiores, onde também havia a maioria das pessoas, a gente pode começar a encontrar alguma vítima”.

No início da noite desta quarta, duas retroescavadeiras trabalham nas beiradas dos escombros, na tentativa de liberar o acesso a uma caixa de energia elétrica da rua, por onde passam cabos com 21 mil volts. Caso o acesso não seja obtido, a energia de todas ruas do entorno terá de ser desligada para a continuidade do trabalho de resgate.

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