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Casos como o da passageira americana sugada por janela de avião são muito raros; entenda

No Brasil, em 1996, passageiro morreu ao ser jogado para fora de avião após explosão.


19/04/2018 00:48

Casos como o da passageira sugada por um buraco na fuselagem de um avião nos Estados Unidos na última terça-feira (17) são extremamente raros na história da aviação.

A passageira, identificada como Jennifer Riordan, executiva de um banco, foi parcialmente sugada pela janela do Boeing 737-700 da Southwest Airlines, que fazia o voo WN-1380, de Nova York a Dallas na manhã de terça-feira (17). Ela morreu em razão dos ferimentos. O avião teve que fazer um pouso de emergência na Filadélfia.

Segundo o NTSB, órgão dos Estados Unidos responsável por investigações de acidentes aéreos, uma das pás de um dos motores se soltou a 9.700 metros, enquanto o avião ainda subia para a altitude de cruzeiro, e atingiu a janela da aeronave --o evento é classificado como "falha incontida do motor". Um exame preliminar indicou evidências de fadiga do metal no local onde houve a ruptura da pá.

A fuselagem de um avião é feita para aguentar forças superiores às de uma turbulência ou à causada por um raio, por exemplo. Esse é um dos fatores que tornam o avião o meio de transporte de massa mais seguro do mundo em relação aos demais; em 2017, a propósito, foi o ano mais seguro já registrado na aviação comercial --com zero mortes, em mais de 36 milhões de voos. Dados compilados pela Boeing mostram que, de 1959 a 2016, a taxa de acidentes com morte na aviação comercial foi de 0,68 para um milhão de decolagens.

Mas há situações em que um fuselagem pode ser rompida, acidentalmente ou não --o que não necessariamente põe todos a bordo em risco. A consequência imediata é a descompressão do avião; as aeronaves usam sistemas que permitem manter a pressão a bordo suficiente para respirar, mesmo em grandes altitudes. Sem esse sistema, ou caso não funcionem corretamente, é necessário recorrer às máscaras de oxigênio.

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