06:00h às 08:00h
JORNAL DA RIO 1ª EDIÇÃO com Messias Carvalho
Você está ouvindo
RIO FM 102.3 - A MAIS OUVIDA!
Siga a Rio FM

Operador da Lava Jato segue preso

Raul Schmidt é suspeito de estar envolvido em pagamento de propinas.


23/03/2016 15:06

A Justiça de Portugal determinou que o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, preso em Portugal durante a 25ª fase da Operação Lava Jato - batizada de Polimento - continue preso durante todo o processo de extradição. A decisão é de segunda-feira (22).

Schimdt é brasileiro e também possui cidadania portuguesa. O processo de extradição é para que ele seja julgado no Brasil.

O operador estava foragido desde julho de 2015 e foi preso preventivamente na segunda-feira (21), no apartamento onde morava em Lisboa.

O juiz desembargador de turno Agostinho Torres, da 3ª Secção do Tribunal da Relação de Lisboa, deu 40 dias para que o Ministério Público Federal (MPF) brasileiro entre com o pedido de extradição.

O procurador do MPF Diogo Castor de Mattos informou que o pedido já foi enviado para a justiça portuguesa. Ainda não há prazo para a extradição ser julgada.

O G1 tenta contato com a defesa de Schmidt.

O que dizem as investigações
Schmidt é alvo da 10ª fase da operação e suspeito de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró.

Os três também foram presos na Lava Jato e estão detidos no Paraná. Segundo a Polícia Federal (PF), Raul Schmidt é tido como sócio de Zelada.

De acordo com o MPF, além de atuar como operador financeiro, ele aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal.

Segundo as autoridades portuguesas, Schmidt foi preso às 7h no apartamento (horário local) onde morava em Lisboa. No imóvel também foram apreendidos obras de arte e documentos.

As investigações apontam ainda que o apartamento está avaliado em cerca de 3 milhões de euros e que está em nome de uma offshore da Nova Zelândia.

Primeira operação internacional
A deflagração da operação Polimento foi um trabalho conjunto entre Portugal e Brasil, sendo que o cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária portuguesa e pelo Ministério Público português. Autoridades brasileiras do MPF e da PF acompanharam as diligências.

Segundo o MPF, Schmidt vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da operação Lava Jato, em virtude da dupla nacionalidade.

 

 

Fonte: G1

Outras Notícias