Sindicatos de diferentes categorias fazem manifestações em Aracaju, nesta quarta-feira (15), Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência.
As escolas das redes municipal e estadual estão sem aulas. Os professores de Aracaju fazem uma paralisação de três dias nas 74 unidades do município. Já os mais de 17 mil professores filiados ao Sintese deflagraram uma greve por tempo indeterminado nos colégios do Estado e nos 74 municípios.
Docentes e técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) cruzaram os braços. Em protesto, os trabalhadores bloquearam o acesso de veículos e suspenderam as atividades acadêmicas no Campus São Cristóvão.
Nas agências dos INSS em Aracaju, o atendimento acontece de forma parcial e algumas perícias que estavam agendadas não foram realizadas.
Um ato geral está programado para a tarde desta quarta, no centro da capital sergipana. Além dos professores, os Sindicatos dos Bancários e dos Policiais Civis também convocaram suas categorias para participar da mobilização.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016 (PEC da Previdência) estabelece novas regras para a aposentadoria, como a exigência de idade mínima de 65 anos para o recebimento integral do benefício, além de 49 anos de contribuição com a Previdência Social.
Nessa terça, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a reforma da Previdência reduzirá a dívida pública, abrindo caminho para a queda dos juros e criando condições para o país voltar a crescer.
Ele ressaltou que as novas regras não têm o objetivo de zerar o déficit do regime privado, que encerrou o ano passado em R$ 149,7 bilhões, apenas de estabilizar as despesas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país).